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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Empregados em frigoríficos querem piso de R$ 615,00

Para quem ganha acima do piso eles pedem 11% de reajuste. Querem também a redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais

Contatos:
Vilson Gimenes – 3331-5011 / 3384-5146 / 8415-1201
Nilson Pereira – 9608-2183

Wilson Aquino*
Os trabalhadores em frigoríficos da Capital e interior de Mato Grosso do Sul querem um piso salarial de R$ 615,00 e um reajuste de 11% para quem ganha acima do piso. Os sindicatos e a Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins – FTIAA/MS estão em plena campanha salarial já que os reajustes já deveriam estar em vigor, visto que a data base da categoria é 1º de fevereiro. A exceção é Campo Grande, cuja data base dos trabalhadores é 1º de março. A informação é de Vilson Gimenes Gregório, presidente da federação.

“Os frigoríficos no Estado estão faturando alto, tanto com o comércio interno como com as exportações. Portanto, não será difícil repassar um aumento justo para os trabalhadores que têm colaborado muito, em todos os momentos, para que as empresas cumpram seus compromissos com os mercados”, comentou Vilson Gimenes que espera contar com o bom senso dos empresários.

A federação lamentou a omissão da classe patronal que recebeu essa proposta de reajuste para os trabalhadores, através de documento protocolado na entidade (patronal) em dezembro de 2009 e que até agora não se manifestou a respeito das negociações. “Fomos obrigados a marcar uma mesa redonda no Ministério do Trabalho e Emprego para o mês de março”, informa Vilson Gimenes.

Redução de jornada – Outra reivindicação dos sindicatos de trabalhadores nas indústrias de carnes e derivados de Campo Grande e interior e da FTIAA/MS é a redução de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais de segunda a sexta-feira. Essa medida, segundo o diretor sindical Nilson Pereira, se justifica por dois motivos: primeiro devido ao fato de que o trabalho nos frigoríficos é pesado e ininterrupto. Com isso, a jornada de 44 horas semanais provoca cansaço e esgotamento físico e mental dos trabalhadores, aumentando riscos de acidentes que podem ser fatais nesses ambientes. Outro motivo que justificaria a redução, segundo o sindicalista, diz respeito à proposta neste sentido, que está tramitando no Congresso Nacional e que está a “um passo” de ser aprovado pelos parlamentares e pelo Governo.

O movimento sindical está fazendo campanha em favor dessas e de outras melhorias que serão negociadas com a classe patronal. Os trabalhadores querem também participação no lucro das empresas; querem também mudanças de cesta básica por um cartão no valor de R$ 150,00. Eles querem também planos de saúde e que além do associado, seus dependentes possam usufruir de convênios médicos e odontológicos (gratuitos) e assistência jurídica de segunda a sexta-feira das 8 às 11 horas.


* Assessor de Imprensa FTIAA/MS – 9983-2896

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